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​The "Guide on Vocational Education: a choice with a future", launched this Wednesday by the José Neves Foundation, is aimed at all those who want to know more about this option. Its main objective is to help combat the prejudice that affects the vocational route of education, despite the greater employability and higher wages of young people who finish secondary education through this path.

12-01-2023

O guia da Fundação José Neves é uma ferramenta, para estudantes e famílias, que ajuda a esclarecer dúvidas e que pretende mostrar que a via dos cursos profissionais poderá ser uma escolha acertada. Portugal está entre os 10 países da União Europeia com menor percentagem de alunos neste tipo de ensino, cerca de 40%, no total de todas as ofertas de educação e formação, abaixo da média europeia de 49%. Mesmo assim, um terço dos jovens matriculados no ensino secundário frequenta um curso profissional, correspondendo a 115 mil alunos no ano letivo 2020/2021.

Segundo a Fundação José Neves “uma mão-de-obra mais qualificada, com mais competências cognitivas, analíticas e digitais é fundamental para o desenvolvimento económico do país”. Por isso, o objetivo nacional é chegar a 2030 com 55% dos diplomados do ensino secundário pela via profissionalizante, cerca de 18 pontos percentuais acima do número atingido em 2021, de 37%.

O Ensino Profissional é uma prioridade internacional com importância estratégica. A nível europeu, o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) reconhece que esta via de ensino oferece um conjunto alargado de benefícios económicos e sociais para os indivíduos, empresas, organizações e sociedade em geral. Destaca a maior capacidade de corresponder às necessidades do mercado de trabalho, o acesso a salários competitivos no início da vida profissional e inúmeras oportunidades de progresso nas carreiras profissionais. O guia da Fundação José Neves apresenta números sobre os diplomados desta via de ensino, revelando que 14 meses depois de concluírem um curso profissional, 51% dos jovens estavam a trabalhar e 9% estavam simultaneamente a trabalhar e a estudar. Revela que, um jovem que tenha concluído o ensino profissional terá maior probabilidade de obter emprego e melhor remuneração do que outro que, nas mesmas condições, que tenha optado pela via científico-humanística. Destaca também que, um em cada cinco jovens que concluíram cursos profissionais consegue emprego na empresa onde estagiou. 

A este respeito o PO CH dinamizou, também, um estudo sobre o contributo do Fundo Social Europeu para a redução do abandono escolar precoce, sucesso escolar e empregabilidade dos jovens, terminada em 2021. Esta avaliação concluiu que a frequência de um curso profissional para a inserção dos jovens no mercado de trabalho é muito positiva, sobretudo se comparada com a frequência dos cursos científico-humanísticos, por grupos de alunos com perfis semelhantes.  A frequência dos cursos profissionais também contribui para a melhoria do sucesso escolar, relativamente à frequência dos cursos científico-humanísticos, inferindo que em 100 alunos, 87 dos cursos profissionais e 57 dos cursos científico-humanísticos completaram o ensino secundário. Também num universo de 100 alunos, 54 dos cursos profissionais e 36 dos cursos científico-humanísticos encontraram o primeiro trabalho entre 6 e 9 meses, após a conclusão dos cursos.

O estudo da Fundação José Neves indica, também, que um terço dos jovens que concluíram um curso profissional opta por prosseguir os estudos. Destes, 48% preferiram inscrever-se num curso Técnico Superior Profissional (TeSP), 22% frequentaram uma licenciatura numa universidade e  23% uma licenciatura num politécnico, aspeto também evidenciado pela avaliação desenvolvida pelo POCH em 2021.

O guia foca também a oferta de cursos profissionais que, em Portugal, considera bastante vasta. As áreas de informática, hotelaria e restauração, audiovisuais e produção nos media, turismo e lazer e desporto, são as que disponibilizam mais ofertas formativas.

Sobre o preconceito ainda existente relativamente ao ensino profissional, o estudo considera que existe de facto, mas que é enganador. Em Portugal, a via científico-humanística é comumente mais valorizada do que a via profissionalizante, considerada de qualidade inferior e para os jovens que não têm outras alternativas. Este preconceito chega a ser alimentado, ainda que involuntariamente, pelos próprios agentes educativos nas escolas. No entanto, não é coerente com a maior empregabilidade e salários mais elevados associados a esta via de ensino que estão a ajudar à sua credibilização. Estas vantagens devem, contudo, ser alimentadas pela vida fora, através da atualização de competências, aposta fundamental para o futuro profissional desses jovens.

Em Portugal, o PO CH tem vindo a apoiar as vias profissionalizantes de dupla certificação, entre as quais se inserem os cursos profissionais. Na área da formação inicial de jovens, o investimento do PO CH, através do Fundo Social Europeu, chegou aos 2 635 M€, em que 2 239 M€ são provenientes do FSE
. Entre 2014 e setembro de 2022 usufruíram destes apoios 293 mil jovens, em percursos de nível básico e secundário das vias profissionalizantes, dos quais mais de 240 mil nos Cursos Profissionais.

Aceda aqui ao 
"Guia sobre o Ensino Profissional: uma escolha com futuro"

Aceda aqui à 
Avaliação sobre o contributo do Fundo Social Europeu para a redução do abandono escolar precoce, sucesso escolar e empregabilidade dos jovens”

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