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​An initiative of the European Commission, which brings together small and large employers, private companies, public organizations and non-profit associations around a common goal, diversity in the workplace, contributing to the promotion of equality and non-discrimination.


18-05-2020

​Para o Mês Europeu da Diversidade,  a Comissão Europeia incentiva organizações, sobretudo empregadoras, que dêem visibilidade ao mote desta iniciativa. No contexto da pandemia de COVID 19 são sugeridas iniciativas online, através de plataformas próprias ou das redes sociais, sempre com a referência  #EUDiversitymonth.

Neste contexto, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) destacou a Carta Portuguesa para a Diversidade e divulgou o Livro Branco Homens e a Igualdade de Género em Portugal, produzido no âmbito do projeto EEA GRANTS, com o objetivo de promover o conhecimento e sensibilizar sobre os papéis dos homens e igualdade de género em Portugal.

A Carta Portuguesa para a Diversidade, subscrita por empregadores de variados setores, descreve medidas concretas para promover a diversidade e a igualdade de oportunidades no trabalho, independentemente da origem cultural, étnica e social, orientação sexual, género, idade, características físicas, estilo pessoal e religião.

O Livro Branco Homens e a igualdade de Género em Portugal, destaca o papel da educação, a persistência da influência do género no desempenho dos estudantes, a menor escolarização e o baixo desempenho escolar dos homens face às mulheres. Por seu turno e no que à educação diz respeito, o fenómeno do abandono escolar precoce é apontado como um grande obstáculo para um crescimento social inclusivo. O efeito positivo das sucessivas medidas educativas no aumento generalizado dos níveis de escolaridade, para as quais o PO CH se orgulha de contribuir, nomeadamente através do financiamento dos percursos profissionalizantes de nível básico e secundário, beneficiaram a redução da taxa de abandono escolar, que caiu para os 10,6% (a mais baixa de sempre em Portugal). No entanto, há 5 anos, essa taxa era ainda de 13,7%, sendo de 16.4% entre os rapazes, quase mais 5 pp do que entre as raparigas.  O resultado do abandono escolar e de baixas qualificações traduzem-se na inserção precoce dos jovens no mercado de trabalho, sem educação e sem formação qualificada, ou no aumento do risco de alimentar o número de jovens NEETS (not in education, employment, or training) o que leva a poucas perspectivas de crescimento social e profissional.

O melhor desempenho escolar das mulheres portuguesas não lhes garante, no entanto, igualdade de condições no mercado de trabalho, nem em termos de salários, nem nas posições que ocupam, nem no que diz respeito a uma menor taxa de desemprego, que se situava em 7,1 para as mulheres contra 5,8 para os homens, em 2019.

Na perspectiva da construção de uma cidadania para todos, é importante desenvolver esforços para a eliminação da discriminação em função do género, de relações marcadas pela desigualdade e pela violência, constituindo-se parte essencial da educação para os direitos humanos e para o respeito pelos direitos e liberdades individuais.

Plataforma da UE de Cartas de Diversidade é um projeto conjunto para promover a diversidade no mundo do trabalho e na sociedade em geral, em toda a Europa, e agrupa Cartas de Diversidade de 24 dos 27 estados-membros.  O Mês da Diversidade da UE 2020, decorre pela primeira vez este mês de maio.


#EUDiversitymonth

Fontes:  CITE, Comissão Europeia, Pordata

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