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​European Commissioner for Employment and Social Rights, Nicolas Schmit emphasizes changing the professional qualifications agenda and defends the priority of investing in digital skills for all citizens of the European Union.

21-05-2020

O Comissário Nicolas Schmit, em entrevista à publicação "Skillset and match” do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), realça a importância do trabalho desenvolvido pelo CEDEFOP para que se forneça informação sustentada ao nível da formação da população e o seu ajustamento às necessidades das sociedades atuais que se confrontam sobretudo com duas matérias: a transição verde e a era digital. A observação da oferta formativa e dos resultados dos diplomados que vão integrando o mercado de trabalho ajudará a completar as informações e a identificar lacunas e tendências.

Confrontado com a forma como a Comissão Europeia está a lidar com a crise e com o seu impacto no mercado de trabalho e tecido empresarial, Nicolas Schimt explica que apesar de ser esperado um pico alto de desemprego, forte recessão e falência de muitas empresas, a Comissão já tomou várias medidas importantes para proteger economias e sociedades. Disponibilizou fundos para os Estados-Membros apoiarem o financiamento de cenários de trabalho de curta duração que podem ajudar a preservar empregos em desaceleração económica.

O Comissário recorda que antes da crise instalada em toda a Europa, já havia trabalho feito no sentido de uma agenda de qualificações reforçada. Agora, essa tornou-se uma questão ainda mais premente. O que enfrentamos atualmente é um duplo desafio:  as pessoas precisam de ser apoiadas na aquisição das habilitações adequadas para acompanhar a economia em mudança e, ao mesmo tempo, os trabalhadores que perderam seus empregos, devido à crise, precisam de ser reintegrados no mercado de trabalho. Nesse sentido, a formação desempenha um papel crucial neste processo. Segundo o comissário, a força de trabalho europeia precisa de adquirir as qualificações adequadas para tornar as transições verde e digital um sucesso, pois estas serão as áreas da economia que mais crescerão e criarão mais empregos.

Nicolas Schmit refere, ainda, que apesar dos conhecimentos básicos digitais terem melhorado muito nos últimos anos nos países da União Europeia, esta ainda é uma questão a resolver sublinhada com o aumento massivo do teletrabalho durante a crise pandémica. A digitalização e a inteligência artificial podem ter um impacto positivo sobre o emprego, mas apenas se as pessoas tiverem as habilitações necessárias. Já antes da crise, mais de 90% dos empregos exigiam algum nível de habilitações digitais mas a Europa ainda não está à altura do desafio. Mais de 40% da população da UE possui um nível insuficiente de habilitações digitais e 17% não possuem nenhuma. Muitas pessoas são, por isso, excluídas do mercado de trabalho em evolução e da sociedade em geral. As habilitações digitais são fundamentais e é preciso aumentar o investimento nas pessoas e na sua formação, através de financiamento público e privado, conclui.

Aceda à entrevista completa aqui.

Fonte: Skillset and Match/CEDEFOP

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