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​Different approaches to the theme of VET - Education and Vocational Training were elaborated at the joint conference of Cedefop / ETF - European Training Foundation, which highlighted how the economic and social changes - digitalization, green economy, demographic changes, economic uncertainty - bring VET to the foreground.

11-09-2020

A nova revista do CEDEFOP, “Skillset and Match”, editada esta semana, revela tudo o que foi discutido na conferência virtual sobre a evolução e futuro da EFP "Reforçar a cooperação europeia na EFP - Olhar para trás e planear o futuro" que decorreu entre 30 de junho e 1 de julho. A data marcou a transferência da Presidência rotativa da UE da Croácia para a Alemanha e foi uma importante oportunidade para “renovar o compromisso de cooperação europeia”, segundo as palavras do Comissário para o Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit. A conferência contou com mais de 150 participantes entre especialistas de mais alto nível no tema, representantes dos governos europeus, parceiros sociais e Comissão Europeia, que debateram o importante tema da EFP, num momento sem precedentes, consequência da pandemia do coronavírus. 


À Alemanha, a atual detentora da presidência, cabe agora a importante missão de levar por diante a estratégia da UE sobre cooperação em EFP para a próxima década “O relógio não pára e está na nossa vez impulsionar o projeto europeu” disse a Ministra Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, Anja Karliczek. A Ministra da Ciência e Educação Croata Βlaženka Divjak sublinhou os benefícios da EFP, focando-se no papel dos professores e formadores. Entre os oradores estava também a Ministra grega da Educação e Assuntos para a Religião Niki Kerameus, que destacou a forma como os sistemas nacionais de EFP têm que sofrer mudanças substanciais para o benefício dos formandos e referiu que tornar o EFP mais atraente será o cerne de muitas políticas nacionais.

O Diretor do Cedefop, Jürgen Siebel enfatizou que “os esforços políticos e a cooperação devem continuar em direção a uma área europeia comum de EFP”, adotando uma perspectiva de futuro e garantindo que o sistema de EFP se revela atraente, inclusivo e relevante para alunos e empresas. 

O seu homólogo da ETF, Cesare Onestini, referiu-se ao trabalho da agência com países vizinhos da UE,  “Os estados partilham as mesmas aspirações que os membros da UE, colocar o desenvolvimento do capital humano no centro das agendas de crescimento e prosperidade. Na reação à crise pandêmica, vemos algumas respostas promissoras, mas também tendências desafiadoras e a necessidade de nos concentrarmos ainda mais na promoção da formação profissional pela excelência e inclusão: uma alavanca chave para o desenvolvimento económico.”

A conferência destacou que a economia atual e mudanças sociais - digitalização, economia verde, alterações demográficas, incerteza económica - colocam a EFP em lugar de destaque, revelando-a como um instrumento muito flexível para preparar as pessoas para um mundo em mudança.  É fundamental para melhorar e requalificar os cidadãos da UE, com potencial  para criar uma força de trabalho dinâmica, pronta para responder aos desafios económicos e sociais que se avizinham. Será uma preciosa ajuda numa transição sem sobressaltos para uma sociedade mais digital e uma economia mais verde.

No mesmo contexto, o Comissário Nicolas Schmit afirma que é preciso desenvolver mais e mais atraentes programas de formação para formandos e empresas, tornando a Formação Profissional mais resiliente e digital e adaptando os currículos às competências necessárias para as transições verde e digital. O Comissário sublinhou a importância da recolha e partilha de dados para formular boas políticas, e enfatizou a importância do desenvolvimento dos estudos do CEDEFOP sobre as previsões de competências para o futuro a curto e médio prazo, ‘uma mina de ouro para explorar’. Segundo Schmit, uma necessidade prioritária é integrar melhor a EFP nas áreas de pesquisa, ensino superior e tecnologia, para que os trabalhadores tenham acesso a posições mais gratificantes. O Comissário sublinha que “é também necessário encorajar os adultos a continuar a aprender, dando-lhes a possibilidade de mudar de carreira à medida que os empregos se transformam”.

O recém-anunciado pacote da Comissão Europeia para apoiar a juventude com 12 medidas a implementar, a “Agenda de Competências Europeia” esteve também em foco de discussão. As 12 ações da Agenda concentram-se em desenvolver as competências necessárias para os novos empregos, através de parcerias com Estados-Membros, empresas e parceiros sociais a fim de trabalharem juntos para a mudança. Este trabalho, reveste-se também da importância da capacitação das pessoas em integrar os processos de aprendizagem ao longo da vida, usando o orçamento da UE como um catalisador para desbloquear investimento público e privado nas competências dos cidadãos. 

Margaritis Schinas, Vice-Presidente da Comissão Europeia afirma que este é o momento em que devemos proclamar que a Europa precisa urgentemente de uma revolução de competências. A Agenda de Competências é um claro sinal de mudança, implicando uma nova mentalidade na maneira como a formação e o desenvolvimento de competências são concebidas. A informação sobre as competências que estarão em alta amanhã e a devida orientação para uma formação direcionada, são bases imprescindíveis para fazer a revolução de competências que, como qualquer revolução, precisa um propósito e grande compromisso.


Aceda aqui aos dois dias de conferência e aos workshops associados.

Fonte: CEDEFOP

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