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​​Through more than 40,000 interviews with people aged 25 and over in the European Union, Norway and Iceland, this work explores the impressions of adult learning and continuing vocational education and training (CVET), essential for the acquisition of skills needed to manage changing jobs and lives.

20-10-2020

O trabalho de pesquisa do CEDEFOP - Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação e Formação Profisisonal analisa as impressões e as opiniões de diferentes grupos da força de trabalho adulta europeia. Os dados recolhidos através do inquérito realizado trazem novas percepções sobre a participação em aprendizagem de adultos e EFPC, que permanece persistentemente abaixo dos níveis esperados apesar das consideráveis mudanças ​​em curso nos mercados de trabalho. Em todos os Estados-membros, as pessoas valorizam a aprendizagem de adultos e o EFPC e consideram que devem ser uma prioridade de investimento no seu país. Em Portugal 67% concordam plenamente e 24% tendem a concordar.  A baixa participação na aprendizagem de adultos e na EFPC não se deve a impressões negativas sobre a mesma. São consideradas importantes e associadas a benefícios práticos reais, como encontrar um emprego, progressão na carreira e desenvolvimento pessoal.

Quase todos os entrevistados (96%) concordam que continuar a aprender ao longo da vida é importante. Consideram que a aprendizagem de adultos e a EFPC tendem a tornar-se mais importantes nos próximos 10 anos. Em cada país, pelo menos dois terços dos entrevistados concordam que o seu governo deve priorizar o investimento nestas áreas. O número mais elevado de inquiridos que não está convencido da crescente importância da aprendizagem de adultos e da EFPC tem origem na República Checa (24%), Eslováquia (23%), Croácia, Itália e Portugal (todos com 21%).

Apesar dos inquiridos serem claros sobre a necessidade de atualização constante das competências relacionadas com trabalho, sobre as suas preocupações com a falta de competências técnicas e gerais e sobre o seu compromisso com o desenvolvimento pessoal, a pesquisa reflete que a principal razão pela qual as pessoas não participam da aprendizagem de adultos e de EFPC é porque não vêem necessidade de o fazer.

Embora a formação contínua seja reconhecida como uma necessidade, essa "necessidade" é vista em termos gerais e abstratos, e não uma necessidade pessoal. Assim, a atratividade e a participação na aprendizagem de adultos e EFPC está diretamente relacionada com o incentivo. O êxito dos incentivos para a participação depende  da probabilidade de atingir os benefícios desejados, que as pessoas os percebam como reais e concretizáveis.

A aprendizagem de adultos e a EFPC são vistas como adjuvantes na progressão da carreira, na procura de emprego e em melhores rendimentos, no entanto, a perceção prática desses benefícios não está nas mãos de participantes ou governos, mas dos empregadores. Medidas governamentais podem encorajar as pessoas a participarem da aprendizagem de adultos e EFPC e tais medidas são necessárias, mas não garantem um emprego, promoção ou aumento de salário.


Os governos têm mais controle na área da certificação e reconhecimento das formações que também podem ser  incentivos para aprender, para o desenvolvimento pessoal e para o emprego. Competências certificadas e visíveis têm mais valor no mercado de trabalho. Consequentemente, em termos de política europeia, a diretriz dos governos deve ser no sentido de encorajar a participação através da implementação de medidas interligadas, de incentivo à formação e ao emprego, que resultem em benefícios tangíveis, como um trabalho uma qualificação, ou ambos.

Aceda aqui  aos resultados e conclusões do inquérito elaborado pelo CEDEFOP.

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