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​The challenges that education and vocational training (VET) face in Europe were the subject of an interview with BIBB, the German Federal Institute for Education and Vocational Training and published in its BWP magazine, by the Executive Director of Cedefop - European Center for the Development of Vocational Training.

22-10-2020

O "Quadro Europeu para a Qualidade e a Eficácia da Aprendizagem" ajuda a monitorizar e estimular os processos de reforma da Educação e Formação Profissional nos Estados-membros da UE. No entanto, segundo Jürgen Siebel é necessário que decisores políticos, partes interessadas e estabelecimentos de ensino façam mais para convencer os jovens e os seus pais de que a formação profissional é uma boa escolha de futuro, especialmente tendo em conta os actuais e elevados níveis de desemprego jovem. Promover a imagem da EFP é uma tarefa árdua, contínua e com um fim ainda distante, sobretudo em países que não têm um grande histórico de EFP.

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Diretor do Cedefop está otimista sobre o papel da EFP na superação das consequências da crise do coronavírus, destacando a sua adequação para enfrentar esses desafios, uma vez que é "absolutamente capaz de atuar como uma alavanca facilitadora dos processos de transformação". Por ser um sistema de educação que está localizado na interface entre a oferta e a procura por competências no mercado de trabalho, a EFP poderá dar uma contribuição crucial para superar as consequências económicas da pandemia.

A  “Previsão de Competências” e o “Índice Europeu de Competências”, dois instrumentos criados pelo Cedefop, atuam como um sistema de alerta precoce. O primeiro auxilia os formuladores de políticas na prevenção de potenciais desequilíbrios de competências no mercado de trabalho e na proteção contra oferta de EFP desatualizada. O Índice de Competências ajuda os Estados-membros a compreenderem a direção dos seus programas de educação e formação profissional, permitindo a transparência, a comparabilidade e promovendo um espírito competitivo positivo entre os países da UE.

A linguagem comum desenvolvida entre os vários Estados-membros também facilita a comparação de qualificações. O “Quadro Europeu de Qualificações” (QEQ) e os quadros nacionais de qualificações (QNQ ) tiveram aceitação geral e as discussões, a nível nacional e da UE, para atribuição de níveis de referência às qualificações, tiveram bons resultados. Segundo o Diretor do Cedefop,  isso trouxe também uma mudança na forma como as competências em EFP são percecionadas em cada país.

No “Quadro Alemão de Qualificações”, por exemplo, as qualificações de mestre artesão foram vinculadas ao nível 6, portanto, ao mesmo nível de uma licenciatura, o que transmite um sinal forte, tanto nacional quanto internacionalmente. No QNQ adotado por Portugal os formandos que concluem o ensino secundário numa modalidade formativa que atribui simultaneamente uma certificação profissional é lhes atribuído o nível 4 no contexto desse quadro nacional de qualificações, enquanto que os alunos que optaram por uma via que apenas atribui o diploma escolar é-lhes atribuído o nível 3. 
Muitos países estão agora a trabalhar para integrar as qualificações adquiridas em áreas como a formação contínua no seu QNQ. Esse é um pré-requisito fundamental para percursos de aprendizagem ao longo da vida.

Questionado sobre o impacto que o Brexit pode ter na EFP europeia, Jürgen Siebel admitiu que a nova posição do Reino Unido como um país terceiro afetará a mobilidade, ao nível da aprendizagem e também a nível profissional, para os cidadãos da UE. No entanto, acredita que os resultados das negociações tornarão possível a cooperação na EFP, seguindo os exemplos da Noruega e da Islândia. 


Leia aqui a entrevista completa (tradução em inglês). Está também disponível a versão áudio da entrevista original em alemão.

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