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​The Cedefop European Skills Index (ESI) - European Center for the Development of Vocational Training is a composite indicator that measures the performance of a country's skills system. ESI monitors the performance of member states over time and identifies areas that require improvement. We focus on the performance of the Portuguese system in 2020 and its evolution since 2018.

11-01-2021

O objetivo de um sistema de competências não se resume ao desenvolvimento das competências da população, mas também a ativar e adequar essas competências às necessidades dos empregadores. A Ativação por Competências inclui indicadores de transição da educação para o trabalho, juntamente com as taxas de atividade do mercado de trabalho para diferentes grupos da população, para identificar a sua representatividade no mercado de trabalho.


O Desenvolvimento de Competências representa as atividades de educação e formação profissional do país e os resultados desse sistema em termos de competências desenvolvidas e adquiridas. A força de trabalho potencial de um país é determinada não apenas pelo desenvolvimento das competências da população, mas também pela ativação ou participação de competências no mercado de trabalho.

A Correspondência de Competências representa o grau de utilização bem-sucedida das habilitações, até que ponto estas são recebidas de maneira eficaz no mercado de trabalho. Isso pode ser observado através das compatibilidades entre emprego e competências que incluem desemprego, escassez, excedentes ou subutilização de competências no mercado de trabalho.

No caso português é registada no Índice ESI de 2020 uma evolução positiva generalizada. Registou uma pontuação de 45/100 no período 2016-2018 e de 53/100 em 2018-2020, um aumento de duas posições no ranking dos países analisados, ocupando agora a 23ª posição, embora alguns dos indicadores do Índice continuem a revelar fragilidades.

No Pilar “Desenvolvimento de Competências” a evolução registada é muito pequena, situando-se nos 42/100 face a 41/100 em 2018, ocupando o 27º neste pilar, o que significa que o esforço desenvolvido ainda não é suficiente.

No sub-pilar “Formação e outra educação” regista-se nos indicadores “Frequência recente de formação” (32/100) e no “Alunos de EFP” (47/100) uma variação residual desde 2018. De salientar a boa pontuação no indicador do “nível de conhecimentos informáticos” (69/100), em que ocupa o 8º lugar mas que se mantém desde 2018.

O Pilar “Ativação de Competências” regista uma evolução positiva chegando em 2020 aos 72/100, ocupando a 23ª posição no ranking deste pilar, contra 56/100 em 2018 em que ocupava a 24ª.

No sub-pilar “transição para a vida ativa” que chegou aos 71/100 em 2020, salienta-se a tendência de crescimento acentuado no indicador “abandono precoce da formação” 74/100, face a 46/100 em 2018, contribuindo para este efeito as medidas de ação governativa com programas para a redução do abandono, incluindo a ação do PO CH nesta área com as medidas de apoio aos cursos de dupla certificação de nível básico e secundário. No indicador “recém-licenciados empregados” com uma pontuação de 64/100 em 2020 regista-se um crescimento significativo de 17 pontos em relação a 2018.

No sub-pilar “Participação no mercado de trabalho”, o grupo etário 20-24 (49/100) merece uma particular atenção. O grupo etário 25-54 apresenta uma pontuação bastante mais elevada (98/100), refletindo o impacto das medidas de apoio à contratação e de promoção da igualdade de género no mercado de trabalho.

No Pilar “Correspondência de Competências” Portugal chegou aos 49/100, onde ocupa a 23ª posição, e onde devem ser concentrados os principais esforços de ajustamento.

O sub-pilar “Utilização de competências” apresenta uma pontuação elevada com 68/100, destacando-se o indicador “Desemprego de longa duração” com 77/100 entre a população ativa e os “Trabalhadores subempregados a tempo parcial” 62/100.  São evidentes as necessidades de requalificação e reconversão da população ativa, bem como o reconhecimento, validação e certificação de competências adquiridas ao longo da vida. De salientar que os efeitos da pandemia nas contratações em 2020 ainda não estarão totalmente expressos nestes indicadores.

O sub-pilar “Desajustamento das competências” obteve uma pontuação baixa (37/100), destacando-se os indicadores ‘Taxa de sobre-qualificação (diplomados do ensino superior)’ (62/100), a “Proporção de trabalhadores com baixos salários - ISCED 5-8” (94/100)  e o “Desajustamento das qualificações” (6/100). O investimento a este nível ainda não produziu os resultados desejados, sendo necessário ajustar a oferta e a procura de qualificações e reduzir as disparidades entre os níveis salariais.


Aceda aos dados do Índice Europeu de Competências 2020 e 2018 aqui e navegue nos vários pilares, comparando dados e países.

Fonte: Cedefop

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