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​Microcredentials are a priority on the European Skills Agenda 2020. Cedefop launched CrowdLearn, a new study on the role and value of microcredentials in upskilling or reskilling in the quickly changing world of work, as well as their impact on competence recognition systems. 

30-03-2021

A pandemia acelerou a tendência de digitalização dos mercados de trabalho e a automação dos sistemas de produção. A Agenda de Competências 2020 da UE concentra-se em políticas específicas para facilitar a requalificação dos cidadãos da UE, para uma melhor resposta à procura por novas competências.

Embora a educação e formação inicial desempenhe um papel fundamental nos sistemas de educação e formação, certificações alternativas (selos digitais, microcertificações, nanocertificações, etc.) são vistos como indispensáveis para tornar as qualificações existentes e os sistemas de certificações mais adequados. Esta prioridade foi reconhecida na agenda de competências da UE para 2020, que apela a uma abordagem europeia às microcertificações.

Certificações orientadas para as tarefas e competências estão muitas vezes relacionadas com formações de curta duração. As microcertificações são vistas como uma nova forma das pessoas construírem o seu próprio perfil de competências através de modelos de aprendizagem flexível, ao ritmo individual e de acordo com as prioridades de cada um. Embora não haja grande consenso sobre o termo e a definição, muitos vêem as microcertificações como subprodutos da proliferação massiva de cursos online abertos (MOOCs - Massive Open Online Courses). 

As  microcertificações têm tido muito mais relevância no ensino superior do que na formação contínua, onde a sua influência direta no mercado de trabalho é menos impactante. Há, no entanto, formações e experiências de aprendizagem mais curtas, orientadas para as competências, que já desempenham um papel importante em algumas áreas do mercado de trabalho, sendo muitas vezes promovidas por empresas privadas, organizações internacionais e organismos públicos. O termo microcertificado, embora relativamente recente, pode relacionar-se a práticas de longa data. Para entender melhor o fenómeno é preciso perceber como o crescimento das microcertificações e selos digitais, impulsionado pela tecnologia, interage com os sistemas de certificação existentes.

Existem poucas evidências que permitam avaliar o real valor que o mercado de trabalho atribui às microcertificações, com importantes perguntas por responder: a razão da atenção crescente que está a ser dada às microcertificações residirá no meio digital onde são adquiridas ou estará relacionada com uma mudança genuína na forma como reconhecemos os conhecimentos e as competências? Que tipo de informação pode ser extraída sobre o impacto a longo prazo nas perspetivas do mercado de trabalho dos cidadãos da UE?

Num estudo recente sobre as microcertificações, intitulado CrowdLearn, focado num dos segmentos mais dinâmicos do mercado de trabalho, as plataformas online ou gig economia, o Cedefop recolheu informações de trabalhadores dessas plataformas e principais interessados, incluindo as próprias empresas de plataformas, sobre avaliação de competências e microcertificados e o seu valor para quem procura trabalho. A maioria das principais plataformas online oferecem aos trabalhadores a oportunidade de ganhar uma infinidade de microcertificados e selos, completando testes de competências específicas da plataforma, que vão desde cursos de inglês a design gráfico. Embora as evidências recolhidas como parte do estudo sejam fragmentadas e forneçam apenas uma visão específica sobre o assunto, a dos mercados de plataformas online, podem oferecer algumas ideias iniciais para o futuro das microcertificações.

O estudo CrowdLearn revela que, no contexto específico de trabalho online regido por relações relativamente impessoais entre cliente e trabalhador, as microcertificações influenciaram positivamente as perspectivas de trabalho de 1 em cada 3 trabalhadores das plataformas. Para a maioria destes trabalhadores, no entanto, essas pequenas certificações apenas complementam os outros sinais de confiança e a experiência geral dos candidatos a empregos, principalmente o mais importante, o feedback do cliente.

A evidência do CrowdLearn mostra que garantir a confiança dos empregadores através do valor das microcertificações é um desafio político fundamental. O seu potencial para apoiar os utilizadores finais precisa de ser melhor explorado, assim como o papel que têm na educação e formação profissional (EFP) e na aprendizagem no trabalho. Compreender melhor como as microcertificações estão ligados às condições de trabalho e rendimentos dos indivíduos, como estão relacionados com os graus de educação padrão e em que medida um excesso de microcertificados pode levar à diminuição da transparência nas qualificações tradicionais, também é uma questão fundamental para os formuladores de políticas de educação.

Para abordar estas e outras questões, o Cedefop lançou um novo estudo sobre o papel das microcertificações na facilitação da aprendizagem para o emprego como parte do seu futuro projeto de EFP. O estudo visa oferecer novos e valiosos conhecimentos sobre as características destas certificações, o seu valor para alunos, formandos, funcionários e empregadores, bem como impacto nas qualificações existentes e nos sistemas de reconhecimento.


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Aceda aqui ao estudo do Cedefop

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