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​The study by the Directorate-General for Administration and Public Employment (DGAEP) «The adaptation of work organization models in Central Public Administration during the Covid-19 pandemic: difficulties and opportunities», aims to assess the adaptation of the organization models of the work work during the Covid-19 pandemic, highlighting the difficulties and opportunities experienced by leaders and workers.


27-04-2021

Ainda que o teletrabalho já estivesse legalmente previsto na Administração Pública Central, com o início do confinamento em março de 2020, este modelo de trabalho à distância acabou por se estender a uma fatia alargada de trabalhadores em funções públicas, com uma planificação prévia muito precária (ou mesmo inexistente).  Foi a resposta imediata à impossibilidade de manter os trabalhadores nos seus postos de trabalho físicos, garantindo assim a sua segurança, a das suas famílias e reduzindo o impacto na prestação/produtividade dos serviços e organismos.


Para a concretização do estudo da DGAEP foram realizadas entrevistas a dirigentes superiores e inquéritos a dirigentes intermédios que permitiram recolher as suas opiniões.

Entre os desafios apontados, a maioria dos dirigentes, 70%, salientou a comunicação como a principal dificuldade, seguindo-se 44% que apontaram a coordenação de equipas e os equipamentos.

De acordo com o estudo e no que respeita aos meios tecnológicos, a maioria dos respondentes afirmou que foram distribuídos total ou parcialmente (35 e 28% por cento, respetivamente) estes meios aos trabalhadores para prestação do trabalho a partir de casa.

Do lado das oportunidades, a maioria dos dirigentes superiores considera que o teletrabalho dá um contributo globalmente positivo para a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional. Mais de metade dos dirigentes intermédios e trabalhadores diz haver um efeito positivo na conciliação da vida profissional, familiar e pessoal e mais de 70% indica também o tempo poupado em deslocações como uma vantagem do teletrabalho.

No que diz respeito à motivação, conclui-se que o teletrabalho não põe em causa a motivação dos trabalhadores e que a qualidade do trabalho não sai prejudicada em função de o trabalhador estar ou não no seu local de trabalho. Para 50% dos dirigentes intermédios e trabalhadores trabalhar a partir de casa não os deixa mais ou menos motivados e cerca de 39% afirma sentir-se mais ou muito mais motivado quando está a trabalhar a partir de casa.

O estudo incidiu também sobre os modelos e perspetivas futuras do teletrabalho na Administração Pública central. Para 87% dos dirigentes este é o momento indicado para proceder à revisão global dos modelos de organização do trabalho e 65% afirmam poder desempenhar a sua atividade profissional sempre ou quase sempre fora do local de trabalho.

Para este estudo, foram entrevistados 29 dirigentes superiores de 29 entidades da Administração Pública Central (direta e indireta) entre os meses de junho e setembro de 2020, tendo sido posteriormente realizados inquéritos online aos respetivos dirigentes intermédios e trabalhadores, entre os dias 5 e 22 de janeiro de 2021. Foram obtidas 4445 respostas.

Aceda aqui ao estudo da DGAEP

 

Fonte DGAEP


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