Sign In
/pt-pt/PublishingImages/Paginas/PremioCapitalHumano2020/1_Adult%20Education%20_%20the%20time%20to%20act.jpeg

​​The FutureLabAE project has launched two documents that support educators and promoters of adult education and training in designing, implementing and promoting change-oriented adult education.

08-09-2021

O consórcio do projeto FutureLabAE, cooordenado pelo Instituto Nacional de Formação e Pesquisa em Educação ao Longo da Vida (INFREP – França), com membros em vários países europeus, incluindo Portugal, acaba de publicar os resultados finais de vários meses de trabalho, incluindo as diretrizes e recomendações de políticas do FutureLabAE.


As diretrizes pretendem apoiar educadores, comunidades locais e promotores de educação de adultos na concepção e implementação das educação orientada para a mudança. Podem ser usadas nos campos de desenvolvimento individual, comunitário e social. As diretrizes são muito concretas uma vez que foram estruturadas a partir de problemas e questões reais colocadas por educadores.

As recomendações visam tornar a educação de adultos orientada para a mudança sustentada por formuladores de políticas em diferentes geografias, especialmente no que diz respeito à digitalização e à democracia.

A pandemia veio proporcionar ainda mais motivação ao consórcio e a todo o setor da educação de adultos para lutar contra as desigualdades e moldar a sociedade em que vivemos. O projeto abordou dois desafios que se tornaram mais importantes nos últimos anos: a situação da democracia na Europa, onde um número crescente de cidadãos, descontentes com as políticas vigentes, começa a tender para partidos xenófobos e populistas ou opta por não votar; e o número alarmante de pessoas na Europa que carecem de competências básicas, especialmente competências digitais, deixando partes da população incapazes de beneficiar da transformação digital. A educação de adultos tem um papel a desempenhar, apoiando as sociedades e os indivíduos para lidar com essas duas questões.

A educação para a democracia exige uma forma democrática de aprendizagem. Como afirma Manninen: "É possível ensinar democracia? A resposta é sim, claro, mas apenas por meio da prática da democracia, da cidadania ativa, da participação ativa".

Sobretudo nos chamados grupos marginalizados: mulheres, famílias com baixos rendimentos, idosos e refugiados, o acesso e as competências para trabalhar com meios digitais são bastante reduzidos.  Mesmo usando telefones inteligentes muitas vezes têm limitações e dependem de terceiros para muitas tarefas. Grande número de pessoas desses grupos não possui tablets ou PCs o que tem por si um grande impacto na aprendizagem digital e uso de ferramentas eletrónicas. Também são alvo fácil das chamadas "fake news" e da desinformação. É por isso imprescindível a educação orientada para a mudança que deve disponibilizar ferramentas para ultrapassar estas dificuldades e incentivar o pensamento crítico.

Estar mais preparado, pró-ativo e orientado para a mudança em relação a esses desafios é a estratégia de futuro para formadores e educadores. O projeto FutureLabAE disponibiliza ferramentas para a sua concretização.

Aceda aqui às diretrizes.

Aceda aqui às recomendações.


Fonte: EAEA - European Association for the Education of Adults


  • < back to news