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​The report, produced by CEDEFOP - European Center for the Development of Vocational Training, provides an overview of the likely implications of the European Green Agreement (AVE) for employment and skills, based on CEDEFOP forecasts.

05-01-2022

A implementação do AVE tem um impacto positivo sobre o emprego. Os efeitos parecem estar concentrados em setores diretamente visados, como indústrias de extração, construção e gestão de resíduos, mas as mudanças resultantes nas necessidades de qualificação terão impactos muito além dos setores-chave que as impulsionam, afetando todas as áreas económicas. Está previsto um aumento de empregos em setores de serviços, como engenharia e administração. Na maioria dos outros setores, prevê-se um possível redirecionamento do emprego para uma produção mais limpa,  que implicará mudanças nas competências necessárias.

Segundo o relatório, nos próximos anos, os formuladores de políticas precisam de acelerar a atualização e requalificação da força de trabalho e a disponibilização de orientação e apoio aos trabalhadores que precisarão de mudar de profissão, setor ou localização geográfica. Para além do investimento direcionado, o desenvolvimento de competências orientadas para a transição também deve ser uma prioridade política.

A EFP desempenha um papel crucial na facilitação de transições justas porque, pela sua vertente prática e orientada para o trabalho e para as qualificações, fornece as competências adequadas e, consequentemente, oportunidades de carreira.

De acordo com o relatório, para gerir e moldar as transições digital e verde, é indispensável o conhecimento sobre as necessidades de competências do mercado de trabalho . Na última década, um grande progresso foi conseguido na análise do mercado de trabalho e dos impactos da digitalização e automação nas competências. O mesmo não pode ser dito em relação ao "greening" e ao impacto da transição verde. O conhecimento em competências verdes, e sobre as implicações da transição em termos de empregos e qualificações é uma prioridade, para que possa ser dada a resposta adequada.

Este relatório usa o Quadro de previsão de competências do Cedefop para construir um cenário que analisa as mudanças setoriais e profissionais a nível da UE que ocorreriam se a meta de redução de emissões de 50-55% do AVE 2030 fosse totalmente cumprida. O cenário fornece uma imagem baseada em modelos de um futuro mais verde.

As conclusões do trabalho não devem ser usadas como respostas precisas e definitivas, mas podem fornecer uma visão generalista e o contexto necessário para moldar a EFP orientada para o futuro, o emprego e as políticas de competências.

Para entender como estabelecer prioridades gerais para o aumento de competências e requalificação, será útil olhar para os setores mais afetados pela transição verde. Na mineração, por exemplo, a transição energética exige uma qualificação e requalificação voltadas para a mobilidade, de modo a que os trabalhadores possam fazer a transição para setores ou ocupações mais verdes. Os trabalhadores que extraem carvão podem adquirir novas competências para encontrar emprego na área das energias renováveis. Esses empregos exigem mão-de-obra com competências avançadas em STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática) por isso, a coordenação de políticas é importante, ajudando a garantir que os programas e currículos de educação e formação atendam aos requisitos de qualificação e às necessidades dos trabalhadores. Alguns tipos de mineração, como a extração de lítio, fundamental para a produção de baterias para alimentar veículos elétricos e tantos outros dispositivos tecnológicos, terão continuidade. Para esta parte do setor, a abordagem de formação, qualificação e requalificação de trabalhadores deve ter como objetivo desenvolver as competências existentes na medida do possível, conciliando as ambições da política do AVE com o aumento da procura por matérias-primas, tornando os processos operacionais mais ecológicos. Alguns sistemas harmonizados de recolha e gestão de resíduos que surgirão em breve serão certamente digitais, monitorizados não apenas centralmente, mas também no local por trabalhadores de manutenção que usam um dispositivo digital portátil para detectar e relatar problemas. Tendências semelhantes em outros setores tornam necessário melhorar as competências digitais, mesmo em empregos pouco qualificados.

Embora os dados e a análise qualitativa ao nível da UE ou dos Estados-Membros possam lançar luz sobre as megatendências, é difícil compreender como irão funcionar na prática sem uma análise a nível sectorial.  As conclusões deste relatório sublinham a importância do foco setorial nas políticas de educação, formação e competências e a necessidade de uma melhor antecipação das competências setoriais.

Aceda aqui ao relatório

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