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​​The Pontos de Vista Magazine had a conversation with Joaquim Bernardo, Chairman of the Executive Committee of the HC OP, who revealed a lot of what was done in the qualification of people in Portugal in the 2014-2020 programming period, while looking into the future.

22-06-2022

O Presidente do PO CH resumiu o trabalho que tem vindo a ser feito na prossecução do designio de qualificar mais e melhor a população residente em Portugal, através do investimento do Fundo Social Europeu (FSE). A aposta recai em 4 áreas fundamentais: formação inicial de jovens, formação superior e avançada, qualificação deadultos e uma área que promove a qualidade e a inovação na educação. O investimento total, até 31 de março de 2022 ascende a 4 622 milhões de euros (M€), dos quais 3 944 M€ são provenientes do FSE. Deste investimento global já usufruiram 921 mil pessoas no nosso país.

Na área da formação de jovens, onde se destaca claramente o apoio aos cursos profissionais, com 245 mil jovens apoiados, o investimento contribuiu para o acentuado decréscimo do abandono escolar precoce que, em 2021 atingiu o valor de 5,9%, o mais baixo de sempre e 13 pontos percentuais abaixo do valor de 2013 antes do PO CH iniciar o seu trabalho. No ensino superior e formação avançada foram apoiados 128 mil estudantes, contribuindo para o aumento da taxa de população, dos 30 aos 34 anos e com o ensino superior que, em 2021, chegou aos 43,2%. Um resultado acima da meta definida pela Europa para 2020, de 40%. Na área da aprendizagem ao longo da vida, já foram apoiados 434 mil adultos, que correspondem a quase 9,5% da população, entre os 25 e os 64 anos, sem o ensino secundário. O PO CH contribuiu, por esta via, para o aumento da taxa de população com o nível de ensino secundário, nessa faixa etária, para os 60,2%, 20 pontos percentuais acima do valor no início do período de programação em 2013. A quarta área de apoio do PO CH abarca intervenções variadas que promovam a qualidade e a inovação naeducação, alavancando sobretudo os resultados dos apoios à formação inicial de jovens. Nesta área enquadram-se, por exemplo, os apoios à escola digital, no âmbito dos quais já foram entregues 174 mil computadores a alunos e 80 mil a professores.

Joaquim Bernardo destaca a importância da qualificação para o desenvolvimento de competências, um indispensável motor para o crescimento social e económico e para as transições em curso. A aprendizagem ao longo da vida, é imprescindível em qualquer área formativa para corresponder às exigências do mercado de trabalho em constante atualização. As pessoas têm que se ir atualizando e as entidades formadoras também, tanto na área da formação inicial dos jovens, como da formação contínua.

As qualificações impactam a vida das pessoas, permitem a mudança e a melhoria das suas condições económicas e sociais. Esse sim, é o grande objetivo final do trabalho do PO CH e do Fundo Social Europeu. O Presidente salientou a importância da partilha das histórias de percursos formativos de sucesso, por serem instrumentos de motivação para outros jovens e adultos e destacou o lançamento da segunda fase da E.volui, a mostra de educação e formação do PO CH, que é uma montra de projetos e de histórias de formação apoiadas pelo Programa, que este se orgulha de partilhar.

Na entrevista foi ainda dada uma perspetiva do que nos trará o futuro a área da qualificação. De acordo com Joaquim Bernardo, "o tempo é de mudança de programa, mas não dos grandes objetivos nesta área, porque muito caminho de progresso já foi feito, mas ainda há muito para fazer". O novo programa do Portugal 2030 dará seguimento aos grandes objetivos traçados para o PO CH, continuará a investir na formação dos jovens, apostando nas modalidades de dupla certificação, como até aqui, para aumentar a oferta de mão-de-obra de nível intermédio e para continuar a melhorar os níveis de sucesso escolar. Também será dado seguimento aos apoios ao ensino superior, para fazer crescer o número de diplomados com esse nível de ensino. A formação contínua dos adultos será uma área chave de investimento, que precisa de muito trabalho para a imprescindível atualização de competências e para a requalificação profissional, uma vez que muitas profissões serão extintas e outras reformuladas, face às transições verde e digital, à revolução tecnológica, às alterações demográficas e à própria pandemia. Joaquim Bernardo finaliza reforçando aimportância do contributo do Fundo Social Europeu na qualificação da população "com ele (FSE), o futuro estará indubitavelmente facilitado".

Aceda aqui à entrevista na integra.

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