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​​To mark the European Year of Youth, five EU agencies participated in a seminar on 8 September, where ideas were shared and the challenges and opportunities that young people face in these uncertain times were shared, in areas such as working conditions for young people, well-being and mental health, access to education and training or opportunities for cross-border mobility, among others.

14-09-2022

Organizado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em parceria com a Comissão de Emprego e Assuntos Sociais da Comissão Europeia, o "Juventude primeiro!" (Youth First!) reuniu o Cedefop - Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional, a Eurofound - Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, a ELA - Autoridade Europeia do Trabalho, a EU-OSHA - Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho e a ETF - Fundação Europeia para a Formação. Presentes estiveram também eurodeputados e outros especialistas nas matérias em debate.

De acordo com o Presidente da  Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais da Comissão Europeia, Dragos Pîslaru que deu início aos trabalhos "Os jovens são os principais agentes de mudança. As alterações rápidas e de longo alcance que estão a transformar as nossas sociedades estão a ser impulsionadas pelos avanços tecnológicos, nos quais os jovens desempenham um papel central. A escassez de mão de obra que existe atualmente na UE cria um mercado de trabalho favorável, com boas perspectivas de emprego."

Apesar da conjuntura relativamente favorável, os jovens possuem potenciais vulnerabilidades. Foram duramente atingidos pelo desemprego desde a crise financeira de 2008/2009 e novamente pelos efeitos posteriores da pandemia de COVID 19. O desemprego juvenil na UE atingiu 13,6% em junho de 2022, o dobro da taxa geral. Um em cada 10 jovens na UE não tem emprego, educação ou formação. "É um trágico desperdício de capital humano", disse Joost Korte, diretor-geral da DG Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, da Comissão Europeia.

Este é, no entanto, um momento de oportunidades sem precedentes, com a digitalização a transformar o mercado de trabalho e a transição verde a abrir enormes possibilidades de emprego: está previsto que sejam criados 2,5 milhões de novos empregos até 2030 apenas por via do Pacto Verde Europeu. "O futuro está aqui, agora", disse Jürgen Siebel, Diretor Executivo do Cedefop. No mercado de trabalho atual, as competências digitais não são uma opção: são exigidas por nove em cada 10 empregos. Os jovens, conhecedores das tecnologias atuais, estão excepcionalmente bem posicionados para aproveitar a oportunidade. "Para impulsionar as transições verdes e digitais, a melhor coisa que pode ser feita é criar oportunidades de emprego para a geração mais jovem", disse Jürgen Siebel.

Se a juventude constitui um recurso inestimável, as instituições de Educação e Formação Profissional (EFP) são a ferramenta que o desbloqueia, transformando os jovens em motores de inovação. A EFP cria transições: da educação para o trabalho e de um emprego para outro. Sistemas de EFP fortes reduzem o desemprego dos jovens e também ajudam a desenvolver competências empresariais essenciais. O setor de EFP da UE aumentou de forma impressionante e todos os jovens devem aproveitar as oportunidades que daí resultam. No entanto, as iniciativas do lado da oferta de emprego precisam de ser equilibradas com políticas de correspondência orientadas para os jovens, entre os empregadores.


As oportunidades não se limitam às esferas verde e digital. As evoluções sociais estão a causar escassez de mão de obra em diversos setores, criando oportunidades para os jovens que entram no mercado de trabalho. "A escassez não é apenas para empregos altamente qualificados, mas também para empregos de média e baixa qualificação", disse Irene Mandl, chefe de unidade da ELA. "Há alguma coisa para todos, e isso é uma boa notícia para os jovens, porque são vagas com uma perspectiva de longo prazo." Eles também estão sujeitos a desajustes espaciais, com oportunidades a surgir em países diferentes daqueles com mão de obra disponível. Nesse contexto, a ELA trabalha para ajudar os jovens a identificar futuras possibilidades de emprego e, em seguida, aproximar oferta e procura.

As repercussões desta conjuntura alcançam muito além da própria UE. O diretor da ETF, Xavier Matheu, explicou como as políticas da UE são inspiradoras para os seus vizinhos. E é uma via de dois sentidos:  "Esses países, por sua vez, também nos impactam", disse Matheu. "Neste momento, está claro o quão importante é investirmos na sua estabilidade." As taxas de jovens sem emprego, educação ou formação (NEETs) nos países vizinhos da UE são substancialmente mais altas do que dentro do bloco, chegando a 40% dos jovens em alguns casos. Muitos jovens encontram-se excluídos do mercado de trabalho. É um desperdício de capital humano, com impacto na segurança e estabilidade dos países envolvidos. É necessária a implementação de programas educacionais que sejam percebidos como relevantes por todos.

No nosso país, o PO CH, através do Fundo Social Europeu (FSE), investe na formação inicial de jovens, através da via de dupla certificação, onde se inserem os cursos profissionais e os cursos de educação e formação de jovens. Até 30 de junho de 2022 os apoios já tinham atingido os 2 638 M€, em que 2 242 M€ provêm do FSE. Foram apoiados 294 jovens desde o início do programa em 2014. Apesar de todo o investimento, e da taxa de jovens que não estudam, não trabalham nem fazem formação (NEET) ter descido para 9,5% em 2021, para o grupo etário entre os 15 e os 29 anos, abaixo da média da UE de 13,1%, há ainda muito trabalho a desenvolver para combater este flagelo. Para promover o sucesso escolar, o PO CH apoia também medidas e projetos inovadores que potenciem a melhoria da qualidade pedagógica, a adequação dos percursos educativos aos perfis de cada aluno e a aquisição de equipamentos informáticos para o desenvolvimento da educação digital. Neste âmbito, o investimento ascende aos 296 M€ dos quais 264 M€ são do FSE. 


Aceda aqui às taxas NEET da EU 27


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