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​As microcredenciais como ferramenta para enfrentar os desafios e as mudanças que se fazem sentir no mercado de trabalho, foi o tema do 12º Seminário do Cedefop, evento virtual organizado em conjunto com a Presidência francesa do Conselho da União Europeia. O tema é também o destaque central da “Skillset & Match” a revista trimestral do Cedefop.

23-06-2022

No Seminário realizado no passado dia 9 de junho foi sublinhada a importância das microcredenciais no apoio à educação, formação e aprendizagem relacionadas com o mercado de trabalho e relevantes para o emprego.

As microcredenciais surgiram sobretudo em resultado da proliferação de cursos online, que cresceram exponencialmente com a pandemia de COVID 19. São um meio capaz de dar visibilidade e valor a cursos e experiências de aprendizagem mais curtos, constituindo evidências dessas práticas. São também vistas como uma forma dereconhecer os resultados de aprendizagem conseguidos em ambientes educativos e/ou formativos não formais (como por exemplo locais de trabalho), ou como umaforma integrada de reconhecer módulos ou unidades pequenas de educação e formação. Podem constituir um incentivo à realização dessas formações curtas.

No seminário, o Cedefop - Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional apresentou as conclusões provisórias do seu projeto sobre "Microcredenciais para a educação e para o mercado de trabalho" que visa contribuir para a próxima recomendação do Conselho sobre a matéria. Também a Skillset & Match, revista trimestral do Cedefop, publicada em maio último, dá destaque central ao tema das mmicrocredenciais classificando-as como uma tendência atual para o incremento das qualificações. No entanto, salienta que este tipo de certificações não corresponde a uma reinvenção da roda, antes a uma forma de a fazer girar melhor.

De acordo com o Cedefop, visibilidade, valor e incentivo são os principais objetivos a serem considerados numa reflexão sobre microcredenciais. Estas não podem ser vistas isoladamente dos sistemas de qualificações ou outras ferramentas, pois não são instrumentos independentes mas elementos de um amplo sistema dequalificações e certificações. Mas de que forma podem as microcredenciais interagir com os sistemas de qualificações existentes? Certo é que as microcredenciais não podem substituir as qualificações formais. Em vez disso, devem ser complementares das oportunidades convencionais de aprendizagem, podendo ser encaradas como possibilidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Dada a sua flexibilidade, as microcredenciais podem ser concebidas e disponibilizadas por uma grandevariedade de promotores em muitos ambientes de aprendizagem formal, não formal e informal, de nível local, regional ou nacional. A sua flexibilidade e a grandeadesão de que são alvo destacaram-se como as características mais importantes deste tipo de certificações, durante o seminário.

Considerando que as necessidades individuais são muito diferentes, as microcredenciais podem servir como facilitadoras para a abordagem de competências novas e emergentes ou mesmo como estímulo para a continuidade ou regresso ao desenvolvimento de competências. Podem ainda ser usadas como uma ferramenta depromoção da excelência para grupos alvo específicos.

O Cedefop considera que um desafio fundamental nos próximos anos é desenvolver e aprofundar o entendimento sobre as ligações entre formação profissional, requisitos dos empregadores e o papel das microcredenciais no apoio aos formandos, numa perspetiva de acumulação de aprendizagens e/ou aprendizagens específicas de determinados setores ou indústrias, culminando em melhores perspectivas de vida.

Também a Comissão Europeia olha para as microcredenciais como uma ferramenta complementar para fornecer oportunidades adicionais de aprendizagem e qualificação, bem como para permitir que a aquisição de conhecimentos e competências necessárias para prosperar num mercado de trabalho e sociedade em mudança. Durante a sua intervenção no seminário, a Comissão, para quem as microcredenciais são uma prioridade ao nível da Agenda Europeia de Competências, exaltou a importância deste tipo de certificações tanto na recuperação socialmente justa da pandemia de coronavírus, quanto na transição para a economia verde e digital.

A Comissão de Educação da Presidência Francesa do Conselho da UE, referiu a importância da proposta de Recomendação do Conselho sobre uma abordagem europeia das microcredenciais, que constará do Conselho Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores a reunir a 22 de junho.


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As microcertificações vieram para ficar?

Medidas europeias para melhorar a aprendizagem ao longo da vida e a empregabilidade

 

Aceda aqui à Skillset & Match de maio (páginas 12 e 13)


Fonte: Cedefop


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