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​​A Comissão Europeia publicou os resultados do Índice de digitalidade da economia e da sociedade (IDES) de 2022, que acompanha os progressos realizados nos Estados-Membros no domínio do digital. ​Portugal subiu uma posição relativamente à edição de 2021, encontrando-se no 15.º lugar. O Capital Humano, área de intervenção do PO CH, subiu 4 posições e está agora em 14.º lugar.

08-08-2022

Apesar do caminho já percorrido no plano da digitalização, os Estados-Membros continuam a ter dificuldade em responder ao défice que prevalece em matéria de competências digitais, transformação digital das PME e implantação de redes 5G avançadas.

À medida que as ferramentas digitais se tornam parte integrante da vida quotidiana, as pessoas sem competências digitais adequadas correm o risco de ficar para trás. Apenas 54% dos europeus com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos possuem, pelo menos, competências digitais básicas. A meta da Década Digital é chegar, pelo menos, a 80% até 2030. Além disso, embora entre 2020 e 2021 tenham entrado no mercado de trabalho meio milhão de especialistas em TIC, os nove milhões de especialistas informáticos da UE ficam muito aquém do objetivo da UE de dispor de 20 milhões de especialistas até 2030, não chegando para colmatar a escassez de competências que as empresas enfrentam atualmente.

Em 2020, mais de metade das empresas da UE (55%) comunicaram dificuldades no preenchimento de vagas para especialistas em TIC. Esta escassez constitui um obstáculo significativo à recuperação e competitividade das empresas da UE. A falta de competências especializadas também está a travar os esforços da UE para alcançar os objetivos do Pacto Ecológico. Por conseguinte, são necessários esforços massivos para a requalificação e a melhoria das competências.

Portugal ocupa o 15.º lugar entre os 27 Estados-Membros da UE na edição de 2022 do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (IDES), tendo subido uma posição em relação a 2021. No domínio do Capital Humano a subida foi de 4 lugares, do 18.º para o 14.º. No subdomínio que mede o nível de população residente em Portugal (faixa 16-74 anos) com competências digitais básicas subiu para os 55,3%, 2,3 pp acima do número encontrado em 2021, e 1,4 pp acima da média da UE de53,9%, correspondendo também ao 14.º lugar da tabela.

O país regista um aumento da percentagem de especialistas em TIC, que passou de 4% em 2021 para 4,7% em 2022, superando a média da UE de 4,5%. A percentagem de mulheres especialistas em TIC aumentou consideravelmente, de 18% para 20,7%, mantendo-se acima da média da UE de 19,1%. A percentagem de licenciados em TIC permanece bastante baixa no nosso país, apenas 2,6%, em comparação com a média da UE de 3,9%. O aumento entre 2021 e 2022 foi de 0,3 pp. Em Portugal, o número de empresas que ministram formação em TIC é superior à média da UE (19,7%), embora se registe uma ligeira queda em relação ao ano passado: de 23% para 22,9%.

O País tem vindo a tomar uma série de medidas para dotar a sua população de competências, expandir a conectividade e apoiar a adoção de tecnologias pelas pequenas empresas. No entanto, continuam a existir disparidades empresariais e individuais no que se refere à adoção das tecnologias de informação e comunicação. Para reduzir o fosso digital em Portugal, são necessários ainda mais diplomados no domínio das TIC.

Portugal intensificou os seus esforços para aumentar o nível de competências digitais das pessoas em geral e da população ativa em particular, alargando o âmbito da Iniciativa Nacional Competências Digitais INCoDe.2030 com a execução do Plano de Ação para a Transição Digital de 2020.

Entre as medidas digitais implementadas inclui-se a aquisição de computadores para alunos e professores. Esta medida faz parte de uma componente de educação digital abrangente, que visa melhorar a conectividade das escolas públicas; digitalizar os conteúdos educativos; formar professores em competências digitais básicas ou avançadas, incluindo sobre a integração das tecnologias digitais nos programas curriculares e disponibilizar laboratórios de educação digital equipados com tecnologias digitais avançadas para a educação, como impressoras 3D e robôs educativos. O PO CH, com o investimento do Fundo Social Europeu (FSE), apoiou a primeira fase da implementação desta medida, com um montante total elegível aprovado de 115 milhões de euros FSE que suportaram a compra e disponibilização de 174 mil computadores e conectividade a alunos com direito à ação social escolar e a 83 mil a docentes, bem como apoiando a formação continua de docentes e outros agentes do sistema em competências digitais.

O país ocupa a 19.ª posição da tabela no domínio da conectividade, o que representa uma baixa de 4 lugares na tabela europeia, impulsionada sobretudo pelas dificuldades na implementação do 5G, subdomínio em que o país não tem ainda dados disponíveis, a par unicamente com a Letónia. No entanto, a cobertura de rede fixa do território nacional é de 90,5%, 0,4 pp acima da média da UE.

Portugal encontra-se ainda no 9º lugar no que respeita à integração das tecnologias digitais nas empresas, mas destaca-se com um primeiro lugar no subdomínio respeitante às transições gémeas (digital e verde). Este dado reflete a adoção de tecnologias digitais com impacto na sustentabilidade ambiental, com 85,5 % das empresas a utilizarem TIC com esse fim face a 65,9% da média da UE.

No domínio dos Serviços Públicos Digitais, Portugal mantém o 14.º lugar da tabela com 67,9%, ligeiramente acima da média da UE de 67,3%. Continua acima da média da UE no subdomínio que afere a disponibilização de serviços públicos digitais para cidadãos e para as empresas, bem como na disponibilização de formulários online de serviços públicos com dados pré-preenchidos.

De caráter anual, o Índice de digitalidade da economia e da sociedade avalia os progressos realizados nos países da UE rumo a uma economia e a uma sociedade digitais, com base em dados do Eurostat e em estudos e métodos de recolha de dados especializados. O IDES presta apoio aos Estados-Membros ao identificar os setores prioritários que requerem ações e investimentos específicos. É também o principal instrumento utilizado para analisar os aspetos digitais no âmbito do Semestre Europeu.


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Fonte: Comissão Europeia

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