Iniciar sessão
/pt-pt/PublishingImages/ALV.jpg

​De 2007-2016 a taxa de participação em atividades de aprendizagem ao longo da vida aumentou cerca de 20 p.p., sobretudo devido ao aumento da participação em educação não formal, que duplicou entre 2007 e 2016.

28-03-2018

​Este aumento na proporção de pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos que participaram em atividades de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) resultou no acréscimo de 30,9% em 2007, que correspondia a 2,1 milhões de pessoas, para 48,8% em 2011, o que equivale a 3,2 milhões de pessoas.

O aumento observado ao nível da participação em ações de ALV é comum a homens e mulheres, apesar de mais elevado nos homens, grupo onde se registou um aumento de 20,4 p.p. entre 2007 e 2016, passando de 31,1% para 51,5%. No género feminino o incremento foi de 18,3 p.p. no mesmo período - de 30,7% para 49,0%.

Em termos de condição perante o trabalho, na população ativa que frequenta ações de ALV destacam-se os empregados, com um crescimento de 32,2% em 2007 para 55,6% em 2016.

A participação em ALV é mais elevada nos grupos de profissões que exigem maiores níveis de qualificação - "Especialistas das atividades intelectuais e científicas" -, qualquer que seja o ano considerado. No entanto, a análise da década evidencia que o maior crescimento em termos de participação foi dos profissionais que ocupam profissões menos qualificadas: "Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta", com aumento de 26,5 p.p. de 2007 a 2016. Seguem-se os "operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem", com aumento de 25,2 p.p., os "trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices", com mais 24,2 p.p. e "trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores", com 23,6 p.p..


 ALV.png

Em termos financeiros e no âmbito do atual período de Programação - Portugal 2020, o PO CH tem para apoio à Aprendizagem, Qualificação ao Longo da Vida uma a dotação disponível de cerca de 592M€, dos quais 503M€ do Fundo Social Europeu. Os apoios a conceder pretendem contribuir para aumentar a qualificação de adultos, assente na complementaridade entre o reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) e a obrigatoriedade de frequência de formação, em função dos perfis e das necessidades individuais dos formandos, atendendo à diversidade de percursos existentes e às necessidades do mercado de trabalho.

O Inquérito à Educação e Formação de Adultos (IEFA) é um inquérito comunitário realizado pelo Instituto Nacional de Estatística sob as recomendações metodológicas do Eurostat. Tem como objetivo principal a análise da participação da população adulta em atividades de educação, formação e aprendizagem. É considerada a participação em qualquer tipo de atividade de aprendizagem, incluindo atividades de educação formal e não formal, bem como atividades de aprendizagem informal, nos 12 meses prévios à entrevista.

Fonte: PO CH/INE

  • < voltar a notícias