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​A Investigação do Cedefop - Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional – conclui que menos potencial para operar remotamente e maior risco de automação estão associados a maior perda de emprego.

17-09-2021

Os impactos adversos em muitos aspectos da economia já são visíveis. No entanto, os efeitos atuais e futuros da COVID-19 sobre as perspectivas de emprego na UE não são uniformes, dependendo do tipo de trabalho.


A investigação conduzida pelo Cedefop explora dois possíveis determinantes da variação de perda de emprego no futuro devido à pandemia (curto e longo prazo):

  • Um emprego poder ou não ser executado remotamente
  • Risco de automação


O primeiro parece ser um fator significativo de perda de empregos, devido às restrições de mobilidade e à necessidade de distanciamento social em toda a UE, perdendo-se postos de trabalho que não podem ser transferidos para o domicílio do trabalhador. O segundo já terá afetado a perda de postos de trabalho durante a pandemia, relacionados com a maior e mais rápida mobilização de máquinas para assegurarem trabalhos rotineiros e poderá continuar a afetar, após o seu término, como consequência de mudanças no investimento e uma adoção ainda mais rápida da automação.


O trabalho de investigação utilizou dados estimados de diferenças do mercado de trabalho entre 2020 e 2030, em dois cenários distintos baseados na previsão de competências do Cedefop: um que incorporou os efeitos da pandemia e um que não o fez, bem com o potencial de trabalho remoto e estimativas de risco de automação.

Os resultados sugerem que menos potencial para operar remotamente e maior risco de automação estão associados a maior perda de emprego, devido ao surgimento de COVID-19, ao nível da União Europeia. Essas ligações são mais fortes no curto prazo, onde os efeitos da pandemia são ainda intensos, e tendem a desaparecer à medida que os países recuperam gradualmente da crise. A COVID-19 pareceu acelerar significativamente as megatendências em curso de polarização de empregos e automação, bem como a mudança para os setores de serviços. As conclusões apontam também para que as competências intelectuais, sociais e de TIC pareçam ser as que melhor protegem os indivíduos a curto e médio prazo. Os trabalhos que são muito dependentes dessas competências, sofrerão previsivelmente menos perda de emprego e recuperarão mais depressa após o fim da pandemia.

Conforme as medidas de proteção tomadas pelos governos da UE (como a implementação do layoff e pacotes de resgate para empresas) forem sendo levantadas, os trabalhadores em certas ocupações - principalmente as que necessitam de níveis mais baixos de competências e qualificações - experimentarão grandes dificuldades para regressar ao trabalho ou encontrar um novo emprego. Isso pode ter consequências graves para a coesão social em diferentes países da UE. Destaca-se a necessidade de uma forte rede de segurança para proteger as áreas mais vulneráveis da mão-de-obra da UE.

Para fortalecer a resiliência contra choques futuros semelhantes, os países devem explorar o máximo possível o conjunto de políticas e medidas a serem implementado sob a égide do recém-anunciado "Pacto para as Competências", que é uma iniciativa massiva de atualização de competências para facilitar a mudança para a era da digitalização, automação e tecnologias verdes na UE.

Os resultados deste trabalho são baseados em previsões de emprego, fornecendo, assim, uma visão prospetiva dos efeitos prováveis da pandemia da COVID-19 sobre o emprego na UE e os seus potenciais determinantes. É possível que alguma da perda de empregos anteciapda para ocupações, países e indústrias não se concretize devido à adoção de medidas adicionais implementadas pela UE e pelas autoridades decada país. Neste sentido, conforme os dados reais se tornem disponíveis nos próximos anos, os resultados podem ser reavaliados à luz de informações atualizadas sobre o emprego.

Aceda aqui ao artigo do Cedefop


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