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​Os Fundos Europeus assumiram um papel determinante no desempenho da economia portuguesa e na retoma do crescimento desde o arranque do Portugal 2020, com efeitos que perdurarão muito para além do período de execução dos fundos. Investimento no Capital Humano assume particular importância nos resultados apurados.

23-09-2021

​De acordo com o estudo "Avaliação do Impacto Macroeconómico do Portugal 2020", coordenado por Pedro Mazeda Gil, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, os resultados são muito positivos para a economia nacional, contribuindo nesse contexto para a convergência regional.

Entre 2015 e 2023, o PIB português tem um acréscimo médio anual de 1,3% acima do cenário sem os Fundos Europeus. Esse é um efeito crescente e atinge um máximo de 2,3% em 2022.

O impacto na economia portuguesa continuará durante décadas após a conclusão do Portugal 2020, em 2023. A 20 anos esse efeito é ainda de 1,6%, mantendo a tendência decrescente nos anos seguintes. O efeito multiplicador da aplicação dos fundos do Portugal 2020 no PIB é assim de 3,01 até 2073, o que corresponde  a um aumento do PIB em 3 euros por cada euro gasto neste quadro comunitário.

O efeito positivo sobre o PIB, acompanhado por ganhos de produtividade, emprego, salários e exportações, é fortemente impulsionado pelos investimentos no domínio do Capital Humano, em que o investimento no âmbito do Portugal 2020 chega aos 29%, com um efeito multiplicador superior a 7.

O estudo conclui também que 80% dos proveitos nacionais no PIB se encontram nas regiões menos desenvolvidas do Norte, Centro, Alentejo e Região Autónoma dos Açores. Na região Açores, o impacto é cerca de 2,2 vezes o impacto observado a nível nacional. No Alentejo, no Norte e no Centro esse rácio é na ordem de 1,8, 1,4 e 1,3, respetivamente. Esta dinâmica é também constatada para o emprego, salários reais e produtividade.

Avaliação do Portugal 2020 é um dos fatores centrais para assegurar a boa gestão e aplicação dos Fundos Europeus e assim conhecer os seus efeitos e o impacto nas trajetórias de crescimento e convergência de Portugal e das suas regiões. O estudo foi elaborado com base em modelos macroeconómicos dinâmicos de equilíbrio geral, desenvolvidos pela Comissão Europeia, para apurar a escala dos efeitos dos fundos, quer no plano nacional, quer na escala regional. Os resultados do estudo foram divulgados durante o Seminário realizado no Salão Nobre da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, organizado pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão, IP (AD&C), no passado dia 15.

Aceda aqui à 
notícia da AD&C sobre o estudo
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Aceda aqui ao Sumário Executivo
Aceda aqui ao Relatório Final
Aceda aqui à Apresentação de Pedro Mazeda Gil, coordenador do estudo


Fonte: AD&C

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