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​Em entrevista ao número de setembro da revista do Cedefop “Skillset and Match”, João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, reafirma a importância da qualificação da população, e assegura que é impossível pensar em construir uma Europa mais digital e verde se os jovens não forem devidamente qualificados para isso, e se a aprendizagem ao Longo da vida não disponibilizar a oferta formativa necessária aos adultos.

27-09-2021

​De acordo com João Costa, nos últimos meses foi reforçada a importância do debate das prioridades para o futuro da Europa: a sustentabilidade e os avanços nas competências digitais não foram temas isolados, mas integrados em várias áreas de intervenção. Isto porque é não é possível pensar em concretizar as transições sem as competências adequadas, tanto para jovens como para adultos.

Durante a presidência de Portugal da União Europeia (UE), foram alcançados consensos no domínio das competências com impacto nos próximos anos e na recuperação e resiliência da UE pós-pandemia. O compromisso alcançado na Cimeira Social do Porto, em maio, de atingir uma taxa 60% de participação em ações de formação no âmbito da aprendizagem ao longo da vida até 2030 é de extrema importância, visto que traduz a educação e a formação como um dos principais valores partilhados na União. A Presidência portuguesa foi também o período de preparação dos planos nacionais de recuperação e resiliência, com grande enfoque no papel da educação como instrumento de destaque para a recuperação dos países.

Reforçando a ideia de que é impossível promover a digitalização sem qualificar a população, João Costa refere que o  Plano Português de Recuperação e Resiliência tem uma forte incidência na qualificação de adultos, um dos pilares da recuperação. Portugal herdou, depois de quase cinquenta anos de ditadura, uma educação desvalorizada e uma população ativa pouco qualificada. A estratégia desenvolvida para os próximos anos para (re)qualificar os adultos passa por levar mais longe o Programa Qualifica, o qual tem vindo a certificar adultos desde 2017, reconhecendo competências ao nível escolar e/ou profissional.

O Secretário de Estado Adjunto e da Educação adiantou que, sendo a pandemia um acelerador das competências digitais, induziu uma reconfiguração do mundo do trabalho. O trabalho remoto e os novos empregos criados na área digital exigem competências novas e reforçadas. A qualificação implica inclusão e participação democrática. A revolução digital já estava a acontecer mas aumentou de velocidade devido à pandemia. Formandos jovens e adultos sem qualificação nessa área não a conseguirão acompanhar e dificilmente poderão prosperar social e economicamente. Por isso, todos têm de ser incluídos.  Afirma que os refugiados são um exemplo, são cidadãos e como tal não podem ser deixados para trás. As empresas não funcionam sem pessoas e as pessoas não sobrevivem sem trabalho. Significa que os estados têm o dever de qualificar para dar acesso ao emprego, e as empresas têm o dever de oferecer oportunidades a todos.

Aceda aqui à entrevista nº 
 23 da "Skillset and Match" do Cedefop - Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional


Fonte: Cedefop

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