Iniciar sessão
/pt-pt/PublishingImages/Paginas/PremioCapitalHumano2020/1_OIT_competencias%20ALV.jpeg

​A Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou um  relatório que analisa as questões relacionadas com as competências e a aprendizagem ao longo da vida num mundo do trabalho em constante mutação e afetado pelos atuais desafios globais, incluindo a crise da COVID-19.

23-11-2021

Esta publicação analisa o papel da OIT no domínio dos sistemas de desenvolvimento de competências, baseando-se na Declaração do Centenário e reforça a importância das competências e da aprendizagem ao longo da vida. Procura debater sobre a contribuição destes sistemas na resposta à crise e aos desafios atuais e futuros, com resultados em termos de emprego digno, produtividade e crescimento sustentado para todos.

De acordo com o relatório, as alterações tecnológicas e a globalização, a par das alterações demográficas e climáticas, estão a transformar o mundo do trabalho e a criar novas oportunidades, ao mesmo tempo que colocam desafios às pessoas no acesso ao trabalho digno e às empresas para se adaptarem de forma sustentável. A pandemia da COVID-19 acelerou as transformações estruturais que vinham evoluindo ao longo dos anos e agravou as desigualdades existentes. Ao mesmo tempo, revelou claramente a importância das competências para uma resposta rápida às crises e para uma recuperação a longo prazo. As pessoas terão de melhorar as suas competências para manterem ou para mudarem de emprego.

O trabalho à distância e a aprendizagem online evidenciaram a importância das competências digitais – da literacia digital para aprendentes, professores e trabalhadores, permitindo-lhes estudar e trabalhar nesse ambiente.  A pandemia veio igualmente realçar a importância de determinadas competências essenciais, como a comunicação, o aprender a aprender, o trabalho em equipa, a resolução de problemas e a tomada de decisões, a resolução de conflitos e a autonomia, entre outras.  Serão também necessárias competências técnicas especializadas para a transição para novos empregos na economia tecnológica e digital do futuro.

Segundo o relatório, os desfasamentos de competências são um desafio crescente nos mercados de trabalho atuais, com consequências para os trabalhadores, as empresas e o futuro do trabalho. A recuperação pós-pandemia exige que seja dada maior prioridade ao desenvolvimento de competências e à capacitação das pessoas numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida. O desenvolvimento, a requalificação e a melhoria de competências ao longo de todas as fases da vida são simultaneamente uma condição prévia e um acelerador do acesso a oportunidades de trabalho digno, permitindo transições harmoniosas no mercado de trabalho.

Na Declaração do Centenário da OIT para o Futuro do Trabalho é lançado um apelo aos Estados-membros para um investimento nas capacidades humanas e nas instituições de trabalho para configurar um futuro de trabalho justo, inclusivo e seguro, com emprego pleno, produtivo, livremente escolhido e digno para todos. As competências e a aprendizagem ao longo da vida estão no cerne da abordagem ao futuro do trabalho centrado no ser humano. São enunciadas na Declaração e fundamentais para garantir que todas as pessoas beneficiam plenamente do potencial do progresso tecnológico e de outros motores de mudança sem que ninguém seja deixado para trás. São também fundamentais para o trabalho digno, para a produtividade e a sustentabilidade, e podem aumentar o valor e o rendimento desse trabalho, representando para muitos trabalhadores a fuga à pobreza e à exclusão social. Para as empresas, oferecem uma vantagem competitiva estratégica para a produtividade e a inovação. Para as sociedades, criam oportunidades para a transformação económica, a criação de emprego, a inclusão, a democracia, a cidadania ativa e o crescimento sustentável.

Os resultados da análise espelhados no relatório incitam os governos e os parceiros sociais a desenvolver e aplicar conjuntamente uma nova geração de competências e um ecossistema de aprendizagem ao longo da vida, a fim de assegurar uma transição justa e inclusiva para um futuro de trabalho, que contribua para o desenvolvimento sustentável nas suas dimensões económica, social e ambiental. Esse ecossistema deve ter em conta a adequação da oferta à procura e deve ser acessível por todos, sobretudo pelos mais desfavorecidos.

Em muitos países, as políticas, os sistemas e os recursos de desenvolvimento de competências devem ser urgentemente desenvolvidos e reforçados para responder aos desafios atuais e futuros. O diálogo social é a chave para repensar os sistemas de educação e de formação e para a melhoria das relações entre a educação e formação e o mundo do trabalho, a fim de assegurar a partilha equitativa dos benefícios da mudança estrutural.

Investir em competências e repensar os sistemas de educação e formação, incluindo o investimento na capacitação de professores e formadores através do aproveitamento de tecnologias digitais e de métodos inovadores, apoiando simultaneamente os direitos e as melhorias das condições destes, são considerados elementos essenciais das medidas de recuperação em todo o mundo.

Consulte o documento 
aqui.

  • < voltar a notícias